O Bandido do Professor Convidado Por Ishmael Reed - Poemas Giggle

O Bandido do Professor Convidado Por Ishmael Reed - Poemas Giggle

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Poema Original:

i
u worry me whoever u are
i know u didnt want me to
come here but here i am just
d same; hi-jacking yr stagecoach,
hauling in yr pocket watches & mak
ing u hoof it all d way to
town. black bard, a robber w/ an
art: i left some curses in d cash
box so ull know its me
listen man, i cant help it if
yr thing is over, kaput,
finis
no matter how u slice it dick
u are done. a dead duck all out
of quacks. d nagging hiccup dat
goes on & on w/out a simple glass
of water for relief
ii
uve been teaching shakespeare for
20 years only to find d joke
on u
d eavesdropping rascal who got it
in d shins because he didnt know
enough to keep his feet behind d cur
tains: a sad-sacked head served on a
platter in titus andronicus or falstaff
too fat to make a go of it
anymore
iii
its not my fault dat yr tradition
was knocked off wop style & left in
d alley w/ pricks in its mouth. i
read abt it in d papers but it was no
skin off my nose
wasnt me who opened d gates & allowed
d rustlers to slip thru unnoticed. u
ought to do something abt yr security or
mend yr fences partner
dont look at me if all dese niggers
are ripping it up like deadwood dick;
doing art d way its never been done. mak
ing wurlitzer sorry he made d piano dat
will drive mozart to d tennis
courts
making smith-corona feel like d red
faced university dat has just delivered china
some 50 e-leben h bomb experts
i didnt deliver d blow dat drove d
abstract expressionists to my ladies
linoleum where dey sleep beneath tons of
wax & dogshit & d muddy feet of children or
because some badassed blackpainter done sent
french impressionism to d walls of highrise
lobbies where dey belong is not my fault
martha graham will never do d jerk
shes a sweet ol soul but her hips
cant roll; as stiff as d greek
statues she loves so much
iv
dese are d reasons u did me nasty
j alfred prufrock, d trick u pull
d in d bookstore today; stand in d
corner no peaches for a week, u lemon
u must blame me because yr wife is
ugly. 86-d by a thousand discriminating
saunas. dats why u did dat sneaky thing
i wont tell d townsfolk because u hv
to live here and im just passing thru
v
u got one thing right tho. i did say
dat everytime i read william faulkner i
go to sleep.
fitzgerald wdnt hv known a gangster if one
had snatched zelda & made her a moll tho
she wd hv been grateful i bet
bonnie of clyde wrote d saga of suicide
sal just as d feds were closing in. it is
worth more than d collected works of ts
elliot a trembling anglican whose address
is now d hell dat thrilld him so
last word from down there he was open
ing a publishing co dat will bore d
devil back to paradise
vi
& by d way did u hear abt grammar?
cut to ribbons in a photo finish by
stevie wonder, a blindboy who dances
on a heel. he just came out of d slang
& broke it down before millions.
it was bloody murder
vii
to make a long poem shorter—3 things
moleheaded lame w/4 or 5 eyes

  1. yr world is riding off into d sunset
  2. d chips are down & nobody will chance yr i.o.u.s.
  3. d last wish was a fluke so now u hv to re
    turn to being a fish
    p.s. d enchantment has worn off
    dats why u didnt like my reading list—right?
    it didnt include anyone on it dat u cd in
    vite to a cocktail party & shoot a lot of
    bull—right?
    so u want to take it out on my hide—right?
    well i got news for u professor nothing—i
    am my own brand while u must be d fantasy of
    a japanese cartoonist
    a strangekind of dinosaurmouse
    i can see it all now. d leaves
    are running low. its d eve
    of extinction & dere are no holes to
    accept yr behind. u wander abt yr
    long neck probing a tree. u think
    its a tree but its really a trap. a
    cry of victory goes up in d kitchen of
    d world. a pest is dead. a prehis
    toric pest at dat. a really funnytime
    prehistoric pest whom we will lug into
    a museum to show everyone how really funny
    u are
    yr fate wd make a good
    scenario but d plot is between u &
    charles darwin.
    as i said, im passing thru, just sing
    ing my song. get along little doggie &
    jazz like dat. word has it dat a big gold
    shipment is coming to californy. i by to
    ride all night if im to meet my pardners
    dey want me to help score d ambush

Análise e Interpretação do Poema

Este poema é uma peça ousada, crua e não convencional que desafia as normas literárias e artísticas tradicionais. Escrito em um estilo vernáculo com gírias pesadas e grafias fonéticas, captura uma voz rebelde que confronta as autoridades culturais e convenções estabelecidas. O falante se posiciona como um "bardo negro" ou "ladrão com uma arte", alguém que invade o palco tradicional e abala o status quo.

O poema é estruturado em sete partes, cada uma entregando uma mistura de crítica, sátira e declaração pessoal. O falante zomba das velhas tradições literárias e artísticas—Shakespeare, Faulkner, T.S. Eliot—e dos guardiões acadêmicos que as sustentam. Eles acusam essas tradições de estarem ultrapassadas ("sua coisa acabou, kaput, finis") e criticam a rigidez e exclusividade das instituições culturais.

Há também uma forte corrente de comentário racial e cultural. O poema faz referência a artistas e figuras culturais afro-americanas, destacando como novas formas de arte e expressão interrompem e redefinem a paisagem artística. O falante abraça essa transformação sem pedir desculpas, sugerindo que a velha guarda está desconectada e incapaz de se adaptar.

O tom é confrontacional, mas brincalhão, misturando humor com crítica séria. O poema usa imagens vívidas e metáforas—como "puxando seus relógios de bolso", "fazendo você ir a pé até a cidade", e "um grito de vitória sobe na cozinha do mundo"—para ilustrar a agitação e a mudança no mundo cultural.

Contexto e Introdução do Autor

Este poema reflete a voz de um artista profundamente envolvido em crítica cultural e transformação. O estilo sugere influência da poesia vernácula afro-americana e do espírito rebelde da geração Beat. O autor provavelmente vem de um contexto que desafia as tradições literárias convencionais e abraça uma fusão de cultura de rua, jazz e arte de vanguarda.

As referências do poema a Shakespeare, Faulkner e T.S. Eliot indicam um conhecimento íntimo do cânone literário ocidental, mas o falante rejeita a reverência normalmente concedida a essas figuras. Em vez disso, eles celebram a inovação e a quebra de velhos moldes, alinhando-se a movimentos como o Renascimento do Harlem, o Movimento das Artes Negras ou a poesia contemporânea falada.

Reflexões e Insights

Ler este poema convida à reflexão sobre a natureza da tradição versus inovação na arte e na literatura. Desafia os leitores a considerar quais vozes são ouvidas e valorizadas nos espaços culturais e como novas formas de expressão podem revitalizar ou ameaçar normas estabelecidas.

A linguagem crua e a forma não convencional do poema podem ser difíceis para alguns leitores, mas servem para enfatizar a urgência e a autenticidade da mensagem do falante. Também destaca o poder da linguagem como uma ferramenta para mudança social e cultural.

Valor Educacional e Pontos de Aprendizado

Estudantes e crianças podem aprender várias lições importantes com este poema:

  • Crítica Cultural: Compreender como a arte pode questionar e desafiar normas sociais.
  • Linguagem e Voz: Apreciar o uso do vernáculo e do inglês não padrão como uma forma legítima e poderosa de expressão.
  • Referências Literárias: Exposição a autores clássicos como Shakespeare, Faulkner e Eliot, e como artistas contemporâneos respondem a eles.
  • Contexto Histórico: Perspectiva sobre movimentos culturais afro-americanos e seu impacto na arte e na literatura.
  • Expressão Criativa: Incentivo a experimentar com forma, estilo e voz em sua própria escrita.

Aplicações Práticas na Vida e Aprendizado

  • Pensamento Crítico: Incentiva a questionar a autoridade e a tradição em ambientes acadêmicos e sociais.
  • Consciência Cultural: Promove a compreensão de vozes e histórias artísticas diversas.
  • Escrita Criativa: Inspira os alunos a usar sua própria voz e dialeto na poesia e na prosa.
  • Inovação Artística: Demonstra o valor de quebrar regras para criar novas formas de arte.

Perguntas de Compreensão de Leitura

  1. Qual é a atitude do falante em relação a figuras literárias tradicionais como Shakespeare e Faulkner?
  2. Como o poema usa a linguagem para transmitir seu tom rebelde?
  3. Qual é o papel da identidade cultural no poema?
  4. Por que o falante se descreve como um "bardo negro" e um "ladrão com uma arte"?
  5. Qual é a importância das referências do poema ao jazz, gíria e movimentos artísticos modernos?
  6. Como o poema desafia a percepção do leitor sobre regras de gramática e linguagem?
  7. Que mensagem o poema transmite sobre o futuro da arte e da tradição?

Respostas

  1. O falante é crítico e desdenhoso em relação a figuras literárias tradicionais, sugerindo que sua relevância e influência acabaram.
  2. O poema usa gírias, grafia fonética e linguagem informal para criar um tom cru, confrontacional e rebelde.
  3. A identidade cultural é central; o falante abraça a inovação artística afro-americana como uma força que interrompe velhas tradições.
  4. O falante reivindica o papel de um artista outsider que interrompe e desafia a ordem cultural estabelecida.
  5. Referências ao jazz e à arte moderna simbolizam inovação, improvisação e ruptura com a tradição.
  6. O poema zomba de regras gramaticais rígidas, mostrando a linguagem como fluida e em evolução, especialmente na expressão cultural.
  7. Sugere que as formas de arte tradicionais estão desaparecendo e sendo substituídas por novas, dinâmicas e diversas expressões.