Poema Original:
Calmly we walk through this April’s day,
Metropolitan poetry here and there,
In the park sit pauper and
rentier
,
The screaming children, the motor-car
Fugitive about us, running away,
Between the worker and the millionaire
Number provides all distances,
It is Nineteen Thirty-Seven now,
Many great dears are taken away,
What will become of you and me
(This is the school in which we learn ...)
Besides the photo and the memory?
(... that time is the fire in which we burn.)
(This is the school in which we learn ...)
What is the self amid this blaze?
What am I now that I was then
Which I shall suffer and act again,
The theodicy I wrote in my high school days
Restored all life from infancy,
The children shouting are bright as they run
(This is the school in which they learn ...)
Ravished entirely in their passing play!
(... that time is the fire in which they burn.)
Avid its rush, that reeling blaze!
Where is my father and Eleanor?
Not where are they now, dead seven years,
But what they were then?
No more? No more?
From Nineteen-Fourteen to the present day,
Bert Spira and Rhoda consume, consume
Not where they are now (where are they now?)
But what they were then, both beautiful;
Each minute bursts in the burning room,
The great globe reels in the solar fire,
Spinning the trivial and unique away.
(How all things flash! How all things flare!)
What am I now that I was then?
May memory restore again and again
The smallest color of the smallest day:
Time is the school in which we learn,
Time is the fire in which we burn.
Análise e Interpretação do Poema
Este poema apresenta uma jornada reflexiva através do tempo e da memória, usando a metáfora de um dia em abril para explorar a passagem da vida, os contrastes sociais e o impacto da história na identidade pessoal. O poema se passa em 1937, um ano marcado por tensões políticas e perdas pessoais, que o poeta usa para questionar o que resta das pessoas após o passar do tempo — não apenas sua presença física, mas sua essência e memória.
O tema central gira em torno da ideia de que o tempo é tanto um professor quanto uma força consumidora. As linhas repetidas, "Esta é a escola em que aprendemos" e "O tempo é o fogo no qual queimamos", enfatizam que as experiências, alegrias e sofrimentos da vida são lições que suportamos e das quais crescemos. O poema contrasta a inocência e a vivacidade das crianças com as duras realidades dos adultos, entre trabalhadores e milionários, e entre os vivos e aqueles que já partiram.
O poeta luta com identidade e mudança, perguntando "O que sou agora que era então?" Isso reflete uma profunda meditação sobre como a memória molda quem somos, como o passado nunca está realmente ausente, mas vive em nossas recordações e emoções. O poema também toca em perda e lembrança, mencionando figuras como o pai e Eleanor, e amigos como Bert Spira e Rhoda, destacando o desejo humano de se apegar ao passado e a dor de perder entes queridos.
Contexto e Introdução ao Autor
Este poema foi escrito no contexto do final da década de 1930, um período de grande agitação social e política em todo o mundo, incluindo a preparação para a Segunda Guerra Mundial. O ano de 1937, especificamente, viu muitos conflitos e mudanças que afetaram milhões de vidas, que o poema faz referência sutilmente através de seus marcadores históricos.
O autor, embora não nomeado aqui, é provavelmente um poeta profundamente influenciado por temas modernistas — explorando tempo, memória e contrastes sociais através de imagens vívidas e questionamentos introspectivos. Poetas como esse frequentemente usavam seu trabalho para processar a dor pessoal e a turbulência social, misturando o pessoal com o universal.
Valor Educacional e Pontos de Aprendizado para os Estudantes
Os estudantes podem aprender várias lições importantes com este poema:
- Compreensão de Metáforas e Simbolismo: O poema usa metáforas como "o tempo é a escola" e "o tempo é o fogo" para transmitir ideias complexas sobre a vida e o aprendizado. Reconhecer essas metáforas ajuda os alunos a apreciar os dispositivos poéticos.
- Contexto Histórico e Social: O poema fornece uma janela para a década de 1930, incentivando os alunos a explorar a história e seu impacto na literatura.
- Reflexão sobre Identidade e Memória: Os alunos podem se relacionar com as questões do poema sobre como as pessoas mudam ao longo do tempo e como as memórias moldam a identidade.
- Vocabulário e Habilidades Linguísticas: O poema introduz palavras como "rentier", "teodiceia" e "chama repleta", expandindo o vocabulário dos alunos.
- Inteligência Emocional: Os temas de perda, lembrança e passagem do tempo do poema ajudam a desenvolver empatia e compreensão emocional.
Aplicações Práticas na Vida e Aprendizado
- Reflexão Pessoal: Os alunos podem usar o poema como um impulso para escrever sobre suas próprias memórias e como mudaram ao longo do tempo.
- Aulas de História: Os professores podem conectar o poema a lições sobre a década de 1930, a Grande Depressão e as tensões pré-Segunda Guerra Mundial.
- Escrita Criativa: A estrutura e os temas do poema inspiram os alunos a criar seus próprios poemas ou ensaios sobre tempo e memória.
- Discussão sobre Desigualdade Social: O poema contrasta trabalhadores e milionários, abrindo discussões sobre classes sociais e disparidades econômicas.
Perguntas de Compreensão de Leitura
- Qual é o significado do ano de 1937 no poema?
- Como o poeta descreve a relação entre tempo e aprendizado?
- Quem são Bert Spira e Rhoda, e o que eles representam no poema?
- O que o poeta quer dizer ao perguntar: "O que sou agora que era então?"
- Como o poema usa crianças como um símbolo?
- Explique a metáfora "o tempo é o fogo no qual queimamos."
- Quais contrastes sociais são apresentados no poema?
- Como a memória funciona no poema?
Respostas às Perguntas de Compreensão de Leitura
- O ano de 1937 simboliza um tempo de tensão social e política, bem como perda pessoal, marcando o pano de fundo histórico do poema.
- O poeta sugere que o tempo é uma escola onde aprendemos através das experiências, e também um fogo que nos consome, indicando tanto crescimento quanto sofrimento.
- Bert Spira e Rhoda são provavelmente amigos ou entes queridos que já partiram; eles representam a beleza e a vitalidade do passado preservadas na memória.
- A pergunta reflete a contemplação do poeta sobre identidade e como uma pessoa muda ao longo do tempo através de experiências e memórias.
- As crianças simbolizam inocência, vitalidade e o processo contínuo de aprendizado e viver no momento presente.
- A metáfora significa que o tempo nos ensina e nos destrói, enfatizando seu papel duplo como uma força de crescimento e destruição.
- O poema contrasta trabalhadores e milionários, pobres e rentiers, destacando desigualdades sociais e econômicas.
- A memória serve como uma forma de preservar o passado, restaurar momentos perdidos e manter conexões com aqueles que se foram.
Este poema é uma exploração profunda de tempo, memória, identidade e realidade social, oferecendo material rico para os estudantes analisarem e refletirem tanto intelectualmente quanto emocionalmente.
















