Definição das Fronteiras Por Archibald MacLeish - Poemas Giggle

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Poema Original:

First there is the wind but not like the familiar wind but long and without lapses or falling away or surges of air as is usual but rather like the persistent pressure of a river or a running tide.
This wind is from the other side and has an odor unlike the odor of the winds with us but like time if time had odor and were cold and carried a bitter and sharp taste like rust on the taste of snow or the fragrance of thunder.
When the air has this taste of time the frontiers are not far from us.
Then too there are the animals. There are always animals under the small trees. They belong neither to our side nor to theirs but are wild and because they are animals of such kind that wildness is unfamiliar in them as the horse for example or the goat and often sheep and dogs and like creatures their wandering there is strange and even terrifying signaling as it does the violation of custom and the subversion of order.
There are also the unnatural lovers the distortion of images the penetration of mirrors and the inarticulate meanings of the dreams. The dreams are in turmoil like a squall of birds.
Finally there is the evasion of those with whom we have come. It is at the frontiers that the companions desert us—that the girl returns to the old country
that we are alone.

Análise e Interpretação do Poema

Este poema descreve vividamente uma experiência misteriosa e inquietante nas fronteiras, uma metáfora ou limite literal entre dois mundos ou estados de ser. O poema começa com um vento incomum, diferente de qualquer brisa familiar, descrito como persistente e contínuo, semelhante ao fluxo constante de um rio ou maré. Este vento simboliza mudança, tempo ou uma força desconhecida que se aproxima. O poeta dá a este vento uma qualidade sensorial, descrevendo seu odor como algo frio e amargo, reminiscentes de ferrugem na neve ou o cheiro de trovão, que evoca uma sensação de desconforto e antecipação.

O poema então muda o foco para os animais que habitam esta terra de fronteira. Essas criaturas são selvagens e estranhas, não pertencendo a nenhum dos lados, simbolizando a interrupção da ordem normal e a presença de algo alienígena ou desconhecido. A presença de animais como cavalos, cabras, ovelhas e cães, mas em uma forma selvagem e inquietante, sugere uma quebra dos costumes naturais ou sociais.

Além disso, o poema introduz amantes não naturais, imagens distorcidas e sonhos repletos de turbulência. Esses elementos representam confusão, realidade distorcida e medos ou desejos subconscientes. Os sonhos são comparados a uma tempestade de pássaros, enfatizando o caos e a agitação.

O poema conclui com uma sensação de abandono e isolamento. Na fronteira, os companheiros partem, e o falante fica sozinho, destacando temas de separação, perda e a solidão que pode acompanhar a travessia de limites ou o enfrentamento de mudanças.

Contexto e Introdução ao Autor

Este poema provavelmente pertence a uma tradição de poesia moderna ou contemporânea que explora temas de transição, identidade e alienação. O autor usa imagens ricas e metáforas para evocar paisagens emocionais e psicológicas em vez de uma narrativa direta. O uso de elementos naturais como vento, animais e sonhos para simbolizar estados internos é uma técnica comum no modernismo e pós-modernismo literário.

Embora o autor específico não seja nomeado aqui, o estilo do poema sugere um escritor profundamente interessado na condição humana, na passagem do tempo e nas fronteiras entre o eu e o outro, a realidade e o sonho, a ordem e o caos.

Reflexões e Resposta Pessoal

Ler este poema inspira uma reflexão sobre momentos na vida em que encontramos o desconhecido ou enfrentamos mudanças significativas. O vento persistente e os animais estranhos nos lembram que atravessar fronteiras—sejam físicas, emocionais ou psicológicas—pode ser desorientador e solitário. As imagens do poema encorajam os leitores a abraçar a incerteza e reconhecer que sentimentos de alienação são parte do crescimento e da transformação.

Pontos de Aprendizagem para Crianças e Estudantes

Este poema oferece várias lições valiosas e pontos de conhecimento para jovens aprendizes:

  • Imagens e Linguagem Sensorial: Os alunos podem aprender como os poetas usam descrições vívidas envolvendo sentidos (olfato, paladar, tato) para criar atmosfera e emoção.
  • Simbolismo: O poema é rico em símbolos como vento, animais e sonhos, que representam ideias abstratas como mudança, selvageria e confusão.
  • Temas de Mudança e Alienação: Introduz temas complexos que podem ser discutidos em relação a experiências pessoais de crescimento, mudança para novos lugares ou sentir-se diferente.
  • Pensamento Criativo: O poema encoraja a interpretação e a imaginação, ajudando os alunos a desenvolver o pensamento crítico sobre a linguagem metafórica.

Aplicações Práticas na Vida e Aprendizagem

  • Consciência Emocional: Compreender os temas do poema pode ajudar os alunos a articular sentimentos de incerteza ou solidão.
  • Escrita Criativa: Os alunos podem usar o poema como modelo para escrever seus próprios poemas ou histórias sobre transições ou experiências desconhecidas.
  • Discussão sobre Limites: O poema pode ser um ponto de partida para conversas sobre limites culturais, sociais ou pessoais e como atravessá-los afeta os indivíduos.
  • Análise de Sonhos: A referência a sonhos pode levar a explorar como os sonhos refletem nossa mente subconsciente.

Exercícios de Compreensão de Leitura

  1. Que tipo de vento é descrito no início do poema? Como é diferente de um vento familiar?
  2. A que o odor do vento lembra o falante?
  3. Por que os animais são descritos como estranhos e aterrorizantes?
  4. O que os “amantes não naturais” e “distorção de imagens” simbolizam no poema?
  5. O que acontece com os companheiros nas fronteiras? O que isso significa?
  6. Como o poema faz você se sentir sobre mudança e atravessar fronteiras? Explique sua resposta.

Respostas

  1. O vento é longo, persistente, sem lapsos ou surtos, diferente de um vento familiar que geralmente tem quebras ou mudanças. Sente-se como a pressão constante de um rio ou maré.
  2. O odor do vento é diferente de qualquer vento familiar; é frio e amargo, como ferrugem na neve ou a fragrância de trovão, simbolizando o tempo com um gosto agudo e amargo.
  3. Os animais são estranhos e aterrorizantes porque não pertencem a nenhum dos lados e sua selvageria é desconhecida, sinalizando uma violação de costumes e ordem.
  4. Os amantes não naturais e as imagens distorcidas simbolizam confusão, realidade distorcida e a turbulência de sonhos e medos subconscientes.
  5. Os companheiros abandonam o falante nas fronteiras, e a garota retorna ao velho país, significando abandono e solidão diante da mudança.
  6. (Aberto) O poema pode evocar sentimentos de desconforto ou solidão sobre a mudança, mas também uma compreensão de que atravessar fronteiras é parte da jornada da vida.

Este poema oferece material rico para exploração literária, crescimento emocional e expressão criativa, tornando-se um recurso valioso para estudantes e educadores.