Comendo o Porco Por Donald Hall - Poemas Giggle

Comendo o Porco Por Donald Hall - Poemas Giggle

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Poema Original:

Twelve people, most of us strangers, stand in a room
in Ann Arbor, drinking Cribari from jars.
Then two young men, who cooked him,
carry him to the table
on a large square of plywood: his body
striped, like a tiger cat’s, from the basting,
his legs long, much longer than a cat’s,
and the striped hide as shiny as vinyl.
Now I see his head, as he takes his place
at the center of the table,
his wide pig’s head; and he looks like the
javelina
that ran in front of the car, in the desert outside Tucson,
and I am drawn to him, my brother the pig,
with his large ears cocked forward,
with his tight snout, with his small ferocious teeth
in a jaw propped open
by an apple. How bizarre, this raw apple clenched
in a cooked face! Then I see his eyes,
his eyes cramped shut, his no-eyes, his eyes like X’s
in a comic strip, when the character gets knocked out.
This afternoon they read directions
from a book:
The eyeballs must be removed
or they will burst during roasting.
So they hacked them out.
"I nearly fainted," says someone.
"I never fainted before, in my whole life."
Then they gutted the pig and stuffed him,
and roasted him five hours, basting the long body.
??????????????????*
Now we examine him, exclaiming, and we marvel at him—
but no one picks up a knife.
Then a young woman cuts off his head.
It comes off so easily, like a detachable part.
With sudden enthusiasm we dismantle the pig,
we wrench his trotters off, we twist them
at shoulder and hip, and they come off so easily.
Then we cut open his belly and pull the skin back.
For myself, I scoop a portion of left thigh,
moist, tender, falling apart, fat, sweet.
We forage like an army starving in winter
that crosses a pass in the hills and discovers
a valley of full barns—
cattle fat and lowing in their stalls,
bins of potatoes in root cellars under white farmhouses.
barrels of cider, onions, hens squawking over eggs—
and the people nowhere, with bread still warm in the oven.
Maybe, south of the valley, refugees pull their carts
listening for Stukas or elephants, carrying
bedding, pans, and silk dresses,
old men and women, children, deserters, young wives.
No, we are here, eating the pig together.
??????????????????*
In ten minutes, the destruction is total.
His tiny ribs, delicate as birds’ feet, lie crisscrossed.
Or they are like crosshatching in a drawing,
lines doubling and redoubling on each other.
Bits of fat and muscle
mix with stuffing alien to the body,
walnuts and plums. His skin, like a parchment bag
soaked in oil, is pulled back and flattened,
with ridges and humps remaining, like a contour map,
like the map of a defeated country.
The army consumes every blade of grass in the valley,
every tree, every stream, every village,
every crossroad, every shack, every book, every graveyard.
His intact head
swivels around, to view the landscape of body
as if in dismay.
"For sixteen weeks I lived. For sixteen weeks
I took into myself nothing but the milk of my mother
who rolled on her side for me,
for my brothers and sisters. Only five hours roasting,
and this body so quickly dwindles away to nothing."
??????????????????*
By itself, isolated on this plywood,
among this puzzle of foregone possibilities,
his intact head seems to want affection.
Without knowing that I will do it,
I reach out and scratch his jaw,
and I stroke him behind his ears,
as if he might suddenly purr from his cooked head.
"When I stroke your pig’s ears,
and scratch the striped leather of your jowls,
the furrow between the sockets of your eyes,
I take into myself, and digest,
wheat that grew between
the Tigris and the Euphrates rivers.
"And I take into myself the flint carving tool,
and the savannah, and hairs in the tail
of Eohippus, and fingers of bamboo,
and Hannibal’s elephant, and Hannibal,
and everything that lived before us, everything born,
exalted, and dead, and historians who carved in the Old Kingdom
when the wall had not heard about China."
I speak these words
into the ear of the Stone Age pig, the Abraham
pig, the ocean pig, the Achilles pig,
and into the ears
of the fire pig that will eat our bodies up.
"Fire, brother and father,
twelve of us, in our different skins, older and younger,
opened your skin together
and tore your body apart, and took it
into our bodies."

Análise e Interpretação do Poema

Este poema evocativo narra uma experiência comunitária centrada na assadura e compartilhamento de um porco. A cena se passa em Ann Arbor, onde doze pessoas, em sua maioria desconhecidas, se reúnem para participar desse ritual. O poema descreve vividamente a aparência física do porco após ser cozido, enfatizando seu corpo listrado e brilhante e sua cabeça larga, o que evoca uma mistura complexa de fascínio, parentesco e desconforto.

O poema explora temas de vida e morte, comunidade e a interconexão entre humanos e animais. O porco é retratado quase como um ser vivo com uma história e personalidade, referido como "meu irmão, o porco", o que aprofunda o impacto emocional. A descrição detalhada do corpo do porco — seus olhos removidos, a maçã em sua boca, as costelas delicadas — sublinha a transformação de uma criatura viva em alimento, destacando a natureza ritualística e primal de comer.

O poema também reflete sobre as conexões históricas e evolutivas entre humanos e animais, referenciando ferramentas antigas, paisagens e civilizações. O ato do falante de acariciar a cabeça do porco simboliza um reconhecimento respeitoso desse passado compartilhado e do ciclo de vida e morte.

Contexto e Introdução ao Autor

Embora o poema não nomeie explicitamente seu autor, ele reflete um estilo comum na poesia contemporânea que mistura narrativa pessoal com imagens vívidas e reflexão filosófica. O cenário em Ann Arbor sugere uma reunião moderna, possivelmente acadêmica ou artística, enquanto a abordagem detalhada, quase antropológica, para descrever o porco e o ritual sugere influências tanto da escrita sobre a natureza quanto da antropologia cultural.

O tom do poema equilibra reverência e honestidade crua, convidando os leitores a confrontar as realidades do consumo de alimentos e as conexões frequentemente ignoradas entre humanos e os animais que comem. Esse tipo de poesia incentiva a reflexão sobre alimentação ética, tradição e a relação humana com a natureza.

Valor Educacional e Pontos de Aprendizado

Estudantes e crianças podem aprender várias lições importantes com este poema:

  • Respeito pela Comida e pelos Animais: O poema incentiva os leitores a pensar profundamente sobre de onde vem sua comida e a apreciar a vida que os sustenta.
  • Comunidade e Compartilhamento: A reunião de estranhos em torno de uma refeição compartilhada destaca temas de conexão e cooperação.
  • Linguagem Descritiva e Imagens: O poema fornece exemplos ricos de metáforas, símiles e descrições sensoriais vívidas, úteis para o aprendizado de artes linguísticas.
  • Consciência Cultural e Histórica: Referências a ferramentas antigas, geografia e história convidam ao aprendizado interdisciplinar envolvendo história, geografia e antropologia.
  • Inteligência Emocional: A mistura de fascínio, desconforto e respeito do poema ajuda os alunos a explorar emoções complexas relacionadas à vida e à morte.

Aplicações na Vida e Aprendizado

  • Em Aulas de Literatura: O poema pode ser usado para ensinar imagens, simbolismo e voz narrativa.
  • Em Estudos Sociais: Pode introduzir discussões sobre tradições alimentares, rituais e práticas culturais.
  • Em Ética e Filosofia: O poema provoca debates sobre relações humano-animal e alimentação ética.
  • Em Ciências: Pode ser um ponto de partida para explorar a biologia animal e a cadeia alimentar.
  • Em Crescimento Pessoal: Incentiva a atenção plena sobre o consumo e a gratidão.

Perguntas de Compreensão de Leitura

  1. Onde o poema se passa e quantas pessoas estão envolvidas na cena?
  2. Como o porco é descrito após o cozimento e que comparações são feitas com animais?
  3. Que emoções o falante expressa em relação ao porco?
  4. Qual é o significado da maçã na boca do porco?
  5. Como as pessoas no poema interagem com o corpo do porco durante a refeição?
  6. Que referências históricas e evolutivas o falante faz?
  7. Que temas o poema explora sobre vida, morte e comunidade?
  8. Por que você acha que o falante acaricia a cabeça do porco no final do poema?
  9. Como o poema faz você pensar sobre a relação entre humanos e animais?
  10. Que lições podem ser aprendidas com este poema sobre respeito e gratidão?

Respostas

  1. O poema se passa em Ann Arbor, com doze pessoas, a maioria das quais são estranhas.
  2. O porco é descrito como listrado como um gato-tigre, com pernas longas e pele brilhante, e sua cabeça é comparada a uma javali.
  3. O falante sente um parentesco com o porco, chamando-o de "meu irmão", e mostra uma mistura de fascínio, respeito e tristeza.
  4. A maçã na boca do porco é um símbolo tradicional na assadura, mas sua crueza contrasta com o corpo cozido, criando uma imagem bizarra e marcante.
  5. As pessoas desmontam o porco com entusiasmo, maravilhando-se com ele, mas inicialmente hesitantes em cortar, depois compartilhando a carne com avidez.
  6. O falante faz referências a ferramentas antigas, a savana, figuras históricas como Aníbal e civilizações antigas para conectar o porco com a história humana.
  7. O poema explora temas de mortalidade, o ciclo de vida e morte, compartilhamento comunitário e a conexão humana com a natureza.
  8. Acariciar a cabeça do porco simboliza respeito, afeto e reconhecimento da vida e sacrifício do porco.
  9. O poema incentiva a reflexão sobre como os humanos dependem dos animais e as considerações éticas de comer carne.
  10. As lições incluem respeito pelos seres vivos, gratidão pela comida, consciência dos ciclos de vida e a importância da comunidade.

Este poema oferece uma profunda meditação sobre o ritual de comer como uma experiência humana compartilhada que conecta passado e presente, vida e morte, e estranhos unidos por um ato comum de nutrição e lembrança.