Poema Original:
August, goldenrod blowing. We walk
into the graveyard, to find
my grandfather’s grave. Ten years ago
I came here last, bringing
marigolds from the round garden
outside the kitchen.
I didn’t know you then.
We walk
among carved names that go with photographs
on top of the piano at the farm:
Keneston, Wells, Fowler, Batchelder, Buck.
We pause at the new grave
of Grace Fenton, my grandfather’s
sister. Last summer
we called on her at the nursing home,
eighty-seven, and nodding
in a blue housedress. We cannot find
my grandfather’s grave.
Back at the house
where no one lives, we potter
and explore the back chamber
where everything comes to rest: spinning wheels,
pretty boxes, quilts,
bottles, books, albums of postcards.
Then with a flashlight we descend
firm steps to the root cellar—black,
cobwebby, huge,
with dirt floors and fieldstone walls,
and above the walls, holding the hewn
sills of the house, enormous
granite foundation stones.
Past the empty bins
for squash, apples, carrots, and potatoes,
we discover the shelves for canning, a few
pale pints
of tomato left, and—what
is this?—syrup, maple syrup
in a quart jar, syrup
my grandfather made twenty-five
years ago
for the last time.
I remember
coming to the farm in March
in sugaring time, as a small boy.
He carried the pails of sap, sixteen-quart
buckets, dangling from each end
of a wooden yoke
that lay across his shoulders, and emptied them
into a vat in the saphouse
where fire burned day and night
for a week.
Now the saphouse
tilts, nearly to the ground,
like someone exhausted
to the point of death, and next winter
when snow piles three feet thick
on the roofs of the cold farm,
the saphouse will shudder and slide
with the snow to the ground.
Today
we take my grandfather’s last
quart of syrup
upstairs, holding it gingerly,
and we wash off twenty-five years
of dirt, and we pull
and pry the lid up, cutting the stiff,
dried rubber gasket, and dip our fingers
in, you and I both, and taste
the sweetness, you for the first time,
the sweetness preserved, of a dead man
in the kitchen he left
when his body slid
like anyone’s into the ground.
Análise e Explicação do Poema
Este poema captura lindamente um momento comovente de lembrança e conexão com o passado. O falante nos leva a uma jornada reflexiva a um cemitério onde busca o túmulo de seu avô, evocando temas de memória, perda e herança familiar. A imagem do solidago dourado de agosto soprando e calêndulas do jardim cria uma cena natural vívida que contrasta com a atmosfera sombria do cemitério. A narrativa do poema passa da busca pelo túmulo do avô para a exploração da antiga fazenda da família, revelando relíquias do passado, como rodas de fiar, colchas e potes de alimentos preservados.
A descoberta do jarro de xarope de bordo, feito pelo avô há vinte e cinco anos, torna-se um poderoso símbolo de preservação—não apenas do xarope, mas de memórias e legado. O ato de provar o xarope conecta o falante e o ouvinte à vida do avô, unindo passado e presente através de uma experiência sensorial. O poema termina com uma meditação sobre a mortalidade, à medida que o corpo do avô retorna à terra, mas sua presença permanece na casa e na doçura do xarope.
Contexto e Introdução do Autor
Este poema provavelmente vem de um lugar profundamente pessoal, refletindo sobre a história da família e a passagem do tempo. O conhecimento íntimo do autor sobre a fazenda, os objetos dentro da casa e os detalhes da vida do avô sugerem uma conexão pessoal com a narrativa. O tom do poema é suave e nostálgico, enfatizando os momentos silenciosos de lembrança em vez de uma dor dramática.
O estilo do autor combina imagens vívidas com linguagem simples e clara, tornando o poema acessível enquanto evoca emoções fortes. O foco em objetos cotidianos e ambientes naturais destaca a importância dos momentos ordinários na preservação da história e identidade familiar.
Reflexões e Insights
Ler este poema nos convida a refletir sobre como lembramos aqueles que vieram antes de nós e como lugares e objetos físicos podem conter histórias e emoções. Lembra-nos que a memória é preservada não apenas em palavras, mas em coisas do dia a dia—um jarro de xarope, uma colcha, uma fotografia. O poema também toca na inevitabilidade da morte, mas oferece uma visão reconfortante do legado: embora o corpo retorne à terra, a essência de uma pessoa vive nas memórias e tradições que deixam para trás.
Valor Educacional e Pontos de Aprendizado para Crianças e Estudantes
Este poema oferece muitas lições valiosas para jovens aprendizes:
- Compreendendo temas de memória e família: Os alunos podem explorar como as famílias transmitem histórias e tradições, e como lembrar os ancestrais nos conecta às nossas raízes.
- Imagens e linguagem sensorial: O poema é rico em linguagem descritiva que apela aos sentidos, fornecendo um ótimo exemplo para alunos que aprendem a usar imagens em sua própria escrita.
- Contexto histórico e cultural: As referências à agricultura, produção de açúcar e preservação de alimentos podem abrir discussões sobre a vida rural, tradições e mudanças ao longo do tempo.
- Inteligência emocional: O poema incentiva a empatia e a reflexão sobre a perda e a lembrança, ajudando os alunos a desenvolverem consciência emocional.
- Construção de vocabulário: Palavras como cemitério, calêndulas, casa de açúcar, e pedras de fundação introduzem termos específicos relacionados à natureza, agricultura e herança familiar.
Aplicações Práticas na Vida e Aprendizado
- Projetos de história familiar: Os alunos podem ser incentivados a entrevistar membros da família ou explorar suas próprias histórias familiares, inspirados pelos temas do poema.
- Exercícios de escrita criativa: Usando detalhes sensoriais e memórias, os alunos podem escrever seus próprios poemas ou histórias sobre pessoas importantes para eles.
- Aulas de ciências e natureza: As referências do poema a plantas, estações e preservação de alimentos podem ser ligadas à biologia e estudos ambientais.
- Discussão sobre mortalidade e legado: Conversas apropriadas para a idade sobre ciclos de vida e como as pessoas são lembradas podem fomentar uma compreensão mais profunda e respeito.
Perguntas de Compreensão de Leitura
- Para onde o falante vai no início do poema e por quê?
- Quais objetos o falante e o companheiro encontram na câmara dos fundos da casa?
- O que é significativo sobre o jarro de xarope de bordo que eles descobrem?
- Como o poema descreve a casa de açúcar e o que isso simboliza?
- Quais sentimentos o falante expressa ao provar o xarope?
- Como o poema conecta a ideia de objetos físicos a memórias e legado?
- O que você acha que o poema diz sobre a relação entre vida e morte?
Respostas às Perguntas de Compreensão de Leitura
- O falante vai ao cemitério para encontrar o túmulo de seu avô.
- Eles encontram rodas de fiar, caixas bonitas, colchas, garrafas, livros e álbuns de cartões-postais.
- O jarro de xarope de bordo é significativo porque foi feito pelo avô há vinte e cinco anos, simbolizando memórias preservadas.
- A casa de açúcar é descrita como inclinada e exausta, simbolizando a passagem do tempo e o declínio dos velhos modos.
- O falante expressa um senso de conexão e doçura, provando o xarope preservado como um vínculo com o avô.
- O poema mostra que objetos físicos como o jarro de xarope guardam memórias e ajudam a manter o legado dos entes queridos vivos.
- O poema sugere que, embora a morte encerre a vida física, memórias e as coisas deixadas para trás continuam a preservar a presença de uma pessoa.
Este poema é uma exploração tocante da família, memória e passagem do tempo, oferecendo material rico para os alunos aprenderem sobre poesia, história e reflexão emocional.
















