Prazeres Por Denise Levertov - Poemas Giggle

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Poema Original:

I like to find
what's not found
at once, but lies
within something of another nature,
in repose, distinct.
Gull feathers of glass, hidden
in white pulp: the bones of squid
which I pull out and lay
blade by blade on the draining board—
tapered as if for swiftness, to pierce
the heart, but fragile, substance
belying design.???????????????Or a fruit,
mamey
,
cased in rough brown peel, the flesh
rose-amber, and the seed:
the seed a stone of wood, carved and
polished, walnut-colored, formed
like a brazilnut, but large,
large enough to fill
the hungry palm of a hand.
I like the juicy stem of grass that grows
within the coarser leaf folded round,
and the butteryellow glow
in the narrow flute from which the morning-glory
opens blue and cool on a hot morning.

Análise e Interpretação do Poema

Este poema explora a beleza e o mistério de descobrir elementos ocultos dentro de coisas comuns. O poeta expressa uma fascinação por encontrar o que não é imediatamente visível, mas está dentro ou sob a superfície dos objetos da natureza. O poema convida os leitores a olhar mais fundo e apreciar os detalhes intrincados que muitas vezes são negligenciados.

As imagens são ricas e táteis: penas de gaivota de vidro escondidas dentro da polpa branca dos ossos de lula, a fruta mamey com sua casca áspera e semente polida, e a delicada flor de glória da manhã emergindo de um caule estreito semelhante a uma flauta amarela. Cada imagem enfatiza o contraste entre as aparências externas e as realidades internas, destacando fragilidade, design e beleza natural.

O tom do poema é contemplativo e suave, encorajando uma observação silenciosa do mundo natural. O poeta parece valorizar a paciência e a curiosidade, sugerindo que a verdadeira compreensão requer olhar além do óbvio.

Contexto e Introdução ao Autor

Este poema provavelmente pertence a um poeta moderno ou contemporâneo que se concentra na natureza e nas pequenas maravilhas que ela abriga. As descrições detalhadas e as observações delicadas sugerem um escritor profundamente conectado ao ambiente natural e habilidoso em evocar experiências sensoriais através da linguagem.

O estilo do poema reflete influências da poesia imagista, onde clareza, precisão e imagens vívidas são primordiais. O poeta pode ter sido inspirado por memórias da infância, curiosidade científica ou uma prática meditativa de observar a natureza.

Reflexão e Resposta Pessoal

Ler este poema nos encoraja a desacelerar e notar os detalhes sutis ao nosso redor. Ele nos lembra que a beleza e a complexidade muitas vezes estão escondidas sob a superfície, esperando para serem descobertas por aqueles dispostos a olhar com cuidado.

O poema também evoca um senso de admiração e respeito pelo design da natureza. Ele nos desafia a apreciar não apenas o óbvio ou o grandioso, mas as partes pequenas, frágeis e intrincadas do mundo que sustentam a vida e inspiram a criatividade.

Valor Educacional e Pontos de Aprendizado para Crianças e Estudantes

A partir deste poema, crianças e estudantes podem aprender:

  • Habilidades de observação: Incentivando-os a notar detalhes em objetos do dia a dia e no ambiente natural.
  • Construção de vocabulário: Palavras como afunilado, desmentindo, polido e âmbar enriquecem as habilidades linguísticas.
  • Imagens e metáforas: Compreendendo como os poetas usam descrições vívidas para transmitir significados mais profundos.
  • Paciência e curiosidade: Aprendendo o valor de olhar além da superfície para encontrar tesouros ocultos na natureza e na vida.
  • Estudo da natureza: Introduzindo conceitos de biologia (por exemplo, anatomia da lula, sementes de frutas, estruturas de plantas).

Aplicações Práticas na Vida e Aprendizado

  • Aulas de ciências: Usando o poema como ponto de partida para explorar anatomia de animais e plantas.
  • Projetos de arte: Desenhando ou criando com base nas imagens do poema para desenvolver a criatividade.
  • Exercícios de mindfulness: Praticando a observação silenciosa e a apreciação do ambiente.
  • Escrita criativa: Inspirando os alunos a escrever seus próprios poemas ou histórias sobre maravilhas ocultas que encontram.

Exercícios de Compreensão de Leitura

  1. O que o poeta quer dizer com “o que não é encontrado de imediato”?
  2. Descreva as imagens usadas para retratar os ossos da lula.
  3. Como a fruta mamey é descrita no poema?
  4. Que sentimentos o poema evoca sobre a natureza?
  5. Por que você acha que o poeta gosta do “caule suculento da grama” e do “brilho amarelo amanteigado”?
  6. Que lição podemos aprender com este poema sobre olhar para o mundo ao nosso redor?

Respostas

  1. O poeta se refere a coisas que não são imediatamente visíveis ou óbvias, mas podem ser descobertas se olharmos com cuidado.
  2. Os ossos da lula são descritos como penas de gaivota de vidro, escondidas dentro da polpa branca, frágeis e afuniladas como lâminas destinadas a perfurar, enfatizando seu design delicado.
  3. A fruta mamey tem uma casca marrom áspera, polpa âmbar-rosada e uma grande semente polida em forma de castanha-do-pará.
  4. O poema evoca sentimentos de admiração, curiosidade e apreciação pelas partes delicadas e intrincadas da natureza.
  5. O poeta aprecia isso porque representam partes pequenas, bonitas e muitas vezes não percebidas da natureza que se abrem silenciosamente e suavemente.
  6. Aprendemos a ser pacientes e curiosos, a olhar além da superfície e a apreciar a beleza oculta nas coisas do dia a dia.