As Ovelhas de Cara Preta Por Donald Hall - Poemas Giggle

As Ovelhas de Cara Preta Por Donald Hall - Poemas Giggle

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Poema Original:

Ruminant pillows! Gregarious soft boulders!
If one of you found a gap in a stone wall,
the rest of you—rams, ewes, bucks, wethers, lambs;
mothers and daughters, old grandfather-father,
cousins and aunts, small bleating sons—
followed onward, stupid
as sheep, wherever
your leader’s sheep-brain wandered to.
My grandfather spent all day searching the valley
and edges of Ragged Mountain,
calling “Ke-
day!
” as if he brought you salt,
“Ke-
day!
Ke-
day!”
??????????????????*
When the shirt wore out, and darns in the woolen
shirt needed darning,
a woman in a white collar
cut the shirt into strips and braided it,
as she braided her hair every morning.
In a hundred years
the knees of her great-granddaughter
crawled on a rug made from the wool of sheep
whose bones were mud,
like the bones of the woman, who stares
from an oval in the parlor.
??????????????????*
I forked the brambly hay down to you
in nineteen-fifty. I delved my hands deep
in the winter grass of your hair.
When the shearer cut to your nakedness in April
and you dropped black eyes in shame,
hiding in barnyard corners, unable to hide,
I brought grain to raise your spirits,
and ten thousand years
wound us through pasture and hayfield together,
threads of us woven
together, three hundred generations
from Africa’s hills to New Hampshire’s.
??????????????????*
You were not shrewd like the pig.
You were not strong like the horse.
You were not brave like the rooster.
Yet none of the others looked like a lump of granite
that grew hair,
and none of the others
carried white fleece as soft as dandelion seed
around a black face,
and none of them sang such a flat and sociable song.
??????????????????*
Now the black-faced sheep have wandered and will not return,
even if I should search the valleys
and call “Ke-
day
,” as if I brought them salt.
Now the railroad draws
a line of rust through the valley. Birch, pine, and maple
lean from cellarholes
and cover the dead pastures of Ragged Mountain
except where machines make snow
and cables pull money up hill, to slide back down.
??????????????????*
At South Danbury Church twelve of us sit—
cousins and aunts, sons—
where the great-grandfathers of the forty-acre farms
filled every pew.
I look out the window at summer places,
at Boston lawyers’ houses
with swimming pools cunningly added to cowsheds,
and we read an old poem aloud, about Israel’s sheep,
old lumps of wool, and we read
that the rich farmer, though he names his farm for himself,
takes nothing into his grave;
that even if people praise us, because we are successful,
we will go under the ground
to meet our ancestors collected there in the darkness;
that we are all of us sheep, and death is our shepherd,
and we die as the animals die.

Análise e Interpretação do Poema

Este poema é uma reflexão vívida e comovente sobre a relação entre humanos e ovelhas, misturando memória pessoal, vida rural e temas mais amplos de herança, mortalidade e mudança. O poeta usa ovelhas como uma metáfora central para explorar ideias de comunidade, tradição e a passagem do tempo.

O poema começa descrevendo as ovelhas como "travesseiros ruminantes" e "grandes pedras sociais", enfatizando sua presença física e natureza social. A imagem das ovelhas seguindo umas às outras sem pensar "como ovelhas" destaca seu comportamento instintivo e a observação afetuosa, mas crítica, do poeta sobre sua simplicidade. O chamado repetido de "Ke-day!" pelo avô evoca uma profunda conexão entre a família e a terra, um chamado que antes trazia as ovelhas, mas agora ecoa como uma memória.

A segunda estrofe muda o foco para a transformação da lã das ovelhas em objetos do dia a dia, como uma camisa de lã e, mais tarde, um tapete. Isso simboliza a continuidade da vida e do trabalho através das gerações, conectando o passado ao presente. A menção da mulher em um colarinho branco trançando tiras de lã enquanto trança seu cabelo sugere a interligação da vida doméstica e da tradição.

Na terceira estrofe, o poeta recorda experiências pessoais de cuidar das ovelhas, destacando o vínculo íntimo entre humanos e animais. A referência a "dez mil anos" e "trezentas gerações" conecta essa relação a um profundo passado histórico e evolutivo, da África a New Hampshire, sublinhando a jornada compartilhada de humanos e ovelhas ao longo do tempo.

O poema contrasta as ovelhas com outros animais de fazenda, observando que as ovelhas carecem da astúcia do porco, da força do cavalo e da bravura do galo. No entanto, as ovelhas são únicas em sua aparência e natureza gentil, descritas como "um bloco de granito que cresceu cabelo" com "lã branca tão macia quanto semente de dente-de-leão." Sua "canção plana e sociável" reflete seu espírito comunitário.

O poema então lamenta o desaparecimento das ovelhas de cara preta do vale, simbolizando a perda das tradições rurais e a invasão da modernidade, representada pela ferrovia e máquinas. A paisagem muda, e os velhos costumes desaparecem.

Finalmente, o poema termina em um ambiente de igreja onde os membros da família se reúnem, lendo um poema antigo sobre ovelhas e refletindo sobre a mortalidade. O legado do rico fazendeiro é questionado, lembrando os leitores de que o sucesso material é temporário, e a morte é o pastor supremo que guia todos os seres, humanos e animais.

Contexto e Introdução do Autor

Este poema provavelmente emerge de um contexto rural ou pastoral, onde a criação de ovelhas era uma parte significativa da vida e da cultura. O conhecimento íntimo do autor sobre ovelhas e a vida agrícola sugere uma conexão pessoal ou familiar com a agricultura e a terra. O tom e os temas do poema ressoam com aqueles que testemunharam a transformação das comunidades rurais e o desaparecimento dos estilos de vida tradicionais.

O autor é alguém que valoriza profundamente a continuidade entre passado e presente, família e natureza, e os ritmos simples, mas profundos, da vida rural. Através deste poema, o autor honra os ancestrais, memórias e o mundo natural, enquanto reconhece a mudança e a perda inevitáveis.

Reflexões e Insights

Ler este poema nos convida a apreciar a dignidade silenciosa da vida rural e os laços entre humanos e animais. Ele encoraja a reflexão sobre como as tradições são transmitidas e como os desenvolvimentos modernos podem interromper essas conexões. O poema também serve como uma meditação sobre a mortalidade, lembrando-nos de que todos os seres vivos compartilham um destino comum.

As imagens e a linguagem evocam tanto nostalgia quanto realismo, misturando afeto com uma consciência sóbria da mudança. A estrutura do poema, com seus chamados repetidos e cenas vívidas, cria um ritmo que espelha os ciclos da vida e da natureza.

Valor Educacional e Pontos de Aprendizado para Crianças e Estudantes

Este poema oferece material rico para os alunos explorarem vários temas e habilidades importantes:

  • Dispositivos Literários: Os alunos podem aprender sobre metáfora, imagem, repetição e simbolismo através das descrições de ovelhas e da vida rural.
  • Contexto Histórico e Cultural: O poema fornece uma visão sobre a vida agrícola tradicional e como ela evoluiu, ajudando os alunos a entender a herança cultural.
  • Temas de Comunidade e Família: O poema destaca a importância dos laços familiares e da vida comunitária, encorajando os alunos a refletirem sobre seus próprios relacionamentos.
  • Reflexão sobre a Mortalidade: O poema introduz o conceito de morte de uma maneira gentil e natural, promovendo conversas sobre ciclos de vida e respeito por todos os seres vivos.
  • Consciência Ambiental: O contraste entre paisagens naturais e mudanças industriais provoca discussões sobre conservação e o impacto da modernização.

Aplicações Práticas e Lições de Vida

  • Empatia e Respeito: Os alunos aprendem a apreciar os animais como seres vivos com seus próprios papéis e significados.
  • Conexão com a Natureza: Encoraja a observação ao ar livre e a compreensão de ecossistemas, agricultura e sustentabilidade.
  • Preservação Cultural: Inspira interesse pela história familiar e tradições, promovendo respeito pela herança.
  • Apreciação Literária: Melhora as habilidades em análise poética e expressão criativa.
  • Pensamento Crítico: Os alunos podem discutir os efeitos do progresso sobre comunidades e ambientes.

Perguntas de Compreensão de Leitura

  1. Que metáfora o poeta usa para descrever as ovelhas no início do poema?
  2. Como o poema ilustra a conexão entre a família e as ovelhas?
  3. O que o chamado repetido de "Ke-day!" simboliza no poema?
  4. Como o poema descreve a transformação da lã ao longo das gerações?
  5. Que conexão histórica e evolutiva o poeta menciona entre humanos e ovelhas?
  6. Como as ovelhas são contrastadas com outros animais de fazenda no poema?
  7. Que mudanças no vale são descritas e o que elas representam?
  8. Que mensagem o poema transmite sobre sucesso material e mortalidade?
  9. Como o poema usa o ambiente da igreja para reforçar seus temas?
  10. Que lições os leitores podem aprender sobre tradição e mudança a partir deste poema?

Respostas

  1. O poeta usa metáforas como "travesseiros ruminantes" e "grandes pedras sociais" para descrever as ovelhas.
  2. O poema mostra o cuidado da família e a interação diária com as ovelhas, especialmente através dos chamados do avô e do cuidado e alimentação do narrador.
  3. "Ke-day!" simboliza o chamado para reunir as ovelhas, representando conexão, cuidado e tradição.
  4. A lã é transformada de uma camisa usada em tiras trançadas e, eventualmente, em um tapete, mostrando continuidade e a transmissão do trabalho familiar.
  5. O poeta menciona "dez mil anos" e "trezentas gerações", ligando humanos e ovelhas da África a New Hampshire.
  6. As ovelhas são descritas como menos astutas, fortes ou corajosas do que porcos, cavalos ou galos, mas únicas em sua aparência e natureza gentil.
  7. O vale muda com a chegada da ferrovia e das máquinas, simbolizando a modernização e a perda da vida rural tradicional.
  8. O poema sugere que o sucesso material é temporário e que a morte é o igualador supremo para todos.
  9. O ambiente da igreja reúne a família para refletir sobre herança e mortalidade, reforçando temas de comunidade e o ciclo da vida.
  10. Os leitores aprendem sobre a importância de honrar a tradição enquanto reconhecem a mudança inevitável e o valor das conexões simples e duradouras da vida.