Os Elementos de San Joaquin Por Gary Soto - Poemas Giggle

Os Elementos de San Joaquin Por Gary Soto - Poemas Giggle

Jogos divertidos + Histórias envolventes = Crianças felizes aprendendo! Baixe agora

Poema Original:

<Field
The wind sprays pale dirt into my mouth
The small, almost invisible scars
On my hands.
The pores in my throat and elbows
Have taken in a seed of dirt of their own.
After a day in the grape fields near Rolinda
A fine silt, washed by sweat,
Has settled into the lines
On my wrists and palms.
Already I am becoming the valley,
A soil that sprouts nothing.
For any of us.
Wind
A dry wind over the valley
Peeled mountains, grain by grain,
To small slopes, loose dirt
Where red ants tunnel.
The wind strokes
The skulls and spines of cattle
To white dust, to nothing,
Covers the spiked tracks of beetles,
Of tumbleweed, of sparrows
That pecked the ground for insects.
Evenings, when I am in the yard weeding,
The wind picks up the breath of my armpits
Like dust, swirls it
Miles away
And drops it
On the ear of a rabid dog,
And I take on another life.
Wind
When you got up this morning the sun
Blazed an hour in the sky,
A lizard hid
Under the curled leaves of manzanita
And winked its dark lids.
Later, the sky grayed,
And the cold wind you breathed
Was moving under your skin and already far
From the small hives of your lungs.
Stars
At dusk the first stars appear.
Not one eager finger points toward them.
A little later the stars spread with the night
And an orange moon rises
To lead them, like a shepherd, toward dawn.
Sun
In June the sun is a bonnet of light
Coming up,
Little by little,
From behind a skyline of pine.
The pastures sway with fiddle-neck,
Tassels of foxtail.
At Piedra
A couple fish on the river’s edge,
Their shadows deep against the water.
Above, in the stubbled slopes,
Cows climb down
As the heat rises
In a mist of blond locusts,
Returning to the valley.
Rain
When autumn rains flatten sycamore leaves,
The tiny volcanos of dirt
Ants raised around their holes,
I should be out of work.
My silverware and stack of plates will go unused
Like the old, my two good slacks
Will smother under a growth of lint
And smell of the old dust
That rises
When the closet door opens or closes.
The skin of my belly will tighten like a belt
And there will be no reason for pockets.
Harvest
East of the sun’s slant, in the vineyard that never failed,
A wind crossed my face, moving the dust
And a portion of my voice a step closer to a new year.
The sky went black in the ninth hour of rolling trays,
And in the distance ropes of rain dropped to pull me
From the thick harvest that was not mine.
Fog
If you go to your window
You will notice a fog drifting in.
The sun is no stronger than a flashlight.
Not all the sweaters
Hung in closets all summer
Could soak up this mist. The fog:
A mouth nibbling everything to its origin,
Pomegranate trees, stolen bicycles,
The string of lights at a used-car lot,
A Pontiac with scorched valves.
In Fresno the fog is passing
The young thief prying a window screen,
Graying my hair that falls
And goes unfound, my fingerprints
Slowly growing a fur of dust—
One hundred years from now
There should be no reason to believe
I lived.
Daybreak
In this moment when the light starts up
In the east and rubs
The horizon until it catches fire,
We enter the fields to hoe,
Row after row, among the small flags of onion,
Waving off the dragonflies
That ladder the air.
And tears the onions raise
Do not begin in your eyes but in ours,
In the salt blown
From one blister into another;
They begin in knowing
You will never waken to bear
The hour timed to a heart beat,
The wind pressing us closer to the ground.
When the season ends,
And the onions are unplugged from their sleep,
We won’t forget what you failed to see,
And nothing will heal
Under the rain’s broken fingers.>

Análise e Interpretação do Poema

Este poema captura vividamente a relação íntima entre uma pessoa e o mundo natural, particularmente a paisagem agrícola de um vale. A imagética é rica e sensorial, evocando a poeira, o vento, o sol, a chuva e as estrelas que moldam o ambiente e a experiência do falante dentro dele. O poema explora temas de conexão, transformação e a passagem do tempo através dos ciclos da natureza e do trabalho.

O falante descreve como o vento espalha terra em sua boca e como as cicatrizes e poros em seu corpo absorvem a terra, simbolizando um profundo vínculo físico e espiritual com a terra. O vale é retratado como um lugar de vida e esterilidade, um solo que "não brota nada", sugerindo uma dura realidade para aqueles que o trabalham. O vento é uma força persistente que molda a paisagem e os seres dentro dela, desde ossos de gado até insetos e até mesmo a própria respiração do falante, que o vento carrega para longe.

O poema passa por diferentes elementos naturais—estrelas, sol, chuva, neblina e amanhecer—cada um marcando um momento no ciclo da vida e do trabalho. As estrelas e a lua guiam a noite, o sol traz luz e calor, a chuva sinaliza mudança, e a neblina obscurece e apaga vestígios de existência. A estrofe final reflete de forma pungente sobre o trabalho de colher cebolas, as lágrimas que causa e a presença não realizada de alguém que nunca testemunhará os frutos desse trabalho.

Contexto Criativo e Introdução ao Autor

Este poema provavelmente se origina de um contexto profundamente enraizado na vida agrícola, possivelmente inspirado pelas experiências de trabalhadores rurais ou aqueles que vivem em vales rurais. O autor usa uma imagética natural vívida e detalhes sensoriais para evocar as realidades físicas e emocionais de trabalhar a terra.

O poeta pode ser alguém que tem conhecimento de primeira mão do trabalho agrícola ou que se empathiza fortemente com as lutas e a resiliência das comunidades rurais. O tom do poema é tanto reflexivo quanto sombrio, capturando a beleza e a dificuldade de uma vida entrelaçada com a natureza.

Reflexão Pessoal

Ler este poema nos convida a apreciar os aspectos silenciosos, muitas vezes negligenciados, do trabalho rural e do mundo natural. Lembra-nos que a terra não é apenas um pano de fundo, mas um participante ativo na vida humana, moldando identidades e histórias. A mistura de sensações físicas e profundidade emocional do poema encoraja a empatia por aqueles que vivem próximos à terra e enfrentam seus desafios diariamente.

Insights Educacionais e Pontos de Aprendizado

Estudantes e crianças podem aprender várias lições importantes com este poema:

  • Imagética Sensorial e Descrição: O poema é rico em detalhes sensoriais—tato, visão, olfato e até gosto—que podem ajudar os alunos a entender como criar uma imagética vívida em sua própria escrita.
  • Temas de Natureza e Trabalho: Introduz conceitos de conexão humana com a natureza, os ciclos das estações e a realidade do trabalho agrícola.
  • Simbolismo e Metáfora: O poema usa símbolos como vento, poeira e estrelas para transmitir significados mais profundos sobre a vida, o tempo e a existência.
  • Expressão Emocional: Mostra como a poesia pode expressar emoções complexas como cansaço, esperança e perda.

Aplicações Práticas na Vida e Aprendizado

  • Consciência Ambiental: Os alunos podem relacionar os temas do poema a lições sobre ecologia e a importância de cuidar do meio ambiente.
  • Compreensão Cultural: O poema oferece uma visão da vida rural e agrícola, promovendo respeito e compreensão por diferentes estilos de vida.
  • Habilidades de Escrita: Os alunos podem praticar a escrita de passagens descritivas ou poemas inspirados na natureza e na experiência pessoal.
  • Desenvolvimento da Empatia: Discutir o poema pode ajudar os alunos a desenvolver empatia por trabalhadores e comunidades conectadas à terra.

Exercícios de Compreensão de Leitura

  1. Quais elementos naturais são descritos no poema? Liste pelo menos quatro.
  2. Como o falante descreve sua conexão física com a terra?
  3. Qual é o papel do vento no poema?
  4. Como as estrelas e a lua são retratadas no poema?
  5. Quais emoções o poema evoca sobre trabalhar nos campos?
  6. O que o poema sugere sobre a passagem do tempo e a memória?
  7. Por que você acha que o falante diz: "Já estou me tornando o vale"?
  8. Como o poema descreve o efeito da chuva e da neblina no ambiente?
  9. Qual é o significado das "lágrimas que as cebolas levantam"?
  10. Como o poema termina e que sentimento essa conclusão deixa em você?

Respostas

  1. Vento, terra, sol, estrelas, chuva, neblina, rio, lua.
  2. O corpo do falante absorve terra e poeira; cicatrizes e poros seguram a terra, mostrando um profundo vínculo físico.
  3. O vento molda a paisagem, carrega respiração e poeira, e simboliza mudança e movimento.
  4. As estrelas aparecem silenciosamente ao anoitecer, espalhando-se com a noite; a lua laranja as guia como um pastor.
  5. O poema evoca sentimentos de cansaço, conexão e uma tristeza silenciosa sobre o trabalho árduo.
  6. Sugere que o tempo passa através de ciclos naturais e que a memória pode desvanecer, mas a terra permanece.
  7. Significa que o falante está se tornando parte da terra, moldado e marcado por ela, quase indistinguível dela.
  8. A chuva achata folhas e sinaliza o fim do trabalho; a neblina obscurece e apaga detalhes, simbolizando esquecimento ou perda.
  9. As lágrimas são causadas pelas cebolas, mas também representam a dor compartilhada e o trabalho entre os trabalhadores.
  10. O poema termina com uma reflexão sombria sobre a perda e as feridas não curadas sob a chuva, deixando um sentimento de melancolia e lembrança.

Este poema oferece uma exploração profunda da natureza, do trabalho e da resistência humana, tornando-se um recurso valioso para os alunos aprofundarem sua compreensão de poesia, meio ambiente e empatia.